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Coronel apagou mensagens no celular de Gisele enquanto ela ag0niz4va… ver mais
A Manipulação de Provas
De acordo com a Polícia Técnico-Científica de São Paulo, o celular de Gisele foi acessado pela última vez às 8h, já após o disparo. Esse detalhe é crucial, pois sugere que o aparelho foi manipulado pelo próprio suspeito. A versão apresentada por Rosa Neto era de que a esposa havia tirado a própria vida, mas os indícios apontam para uma tentativa de encobrir o feminicídio e garantir uma narrativa que o isentasse de responsabilidade.
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A Contradição da Narrativa
O documento oficial informa que às 7h57 uma ocorrência foi irradiada sobre o ferimento da soldado. No entanto, a cronologia dos fatos mostra inconsistências: o disparo foi ouvido antes das ligações de emergência, e o acesso ao celular da vítima ocorreu em um intervalo suspeito. Além disso, Rosa Neto teria tentado acionar a Polícia Militar algumas vezes sem sucesso, antes de finalmente ligar para os Bombeiros, o que reforça a hipótese de que estava tentando ganhar tempo para manipular provas.
Feminicídio e Abuso de Poder
Este caso não é apenas mais um episódio de violência doméstica. Ele expõe como o feminicídio pode estar ligado a estruturas de poder e hierarquia. O fato de ambos serem policiais militares torna a situação ainda mais delicada, pois envolve a credibilidade da corporação e a confiança da sociedade nas instituições de segurança pública. A tentativa de manipulação de provas por parte de um oficial de alta patente é um alerta sobre como o poder pode ser usado para tentar escapar da justiça.

Impacto Social e Reflexões
O feminicídio é uma chaga que ainda assola o Brasil, e casos como este reforçam a necessidade de políticas mais eficazes de proteção às mulheres, além de investigações rigorosas e independentes quando os suspeitos ocupam cargos de autoridade. A morte de Gisele Alves Santana não pode ser reduzida a estatística; ela representa a luta de milhares de mulheres que enfrentam violência dentro de casa, muitas vezes praticada por aqueles que deveriam protegê-las.
O caso do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é um retrato perturbador de como o feminicídio pode se entrelaçar com manipulação de provas e abuso de poder. A investigação segue em andamento, mas já deixa claro que a sociedade precisa estar vigilante e exigir justiça. Mais do que nunca, é necessário fortalecer mecanismos de proteção às mulheres e garantir que crimes como este não fiquem impunes.
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