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Dipirona contra dengue? Saiba quais remédios tomar para aliviar sintomas. Ver mais

Dipirona e paracetamol contra dengue: quais cuidados tomar ao buscar remédios para sintomas da doença.

A justificativa é que, diferentemente de medicamentos como nimesulida e ibuprofeno, que possuem propriedades anti-inflamatórias (reduzem inflamações) e podem modificar a coagulação, a dipirona e o paracetamol atuam especificamente no controle da temperatura e na diminuição da sensação de dor, sintomas frequentemente associados à infecção pela dengue.

Por isso, consideramos esses medicamentos mais seguros e apropriados para tratar os sintomas da dengue, pois eles não interferem na coagulação sanguínea.

“Esses medicamentos são os mais indicados no caso de sintomas de dengue por uma série de motivos, em especial pois, além de não aumentaram os riscos de sangramento, eles já têm sua eficácia e efeitos colaterais bastante conhecidos, quando o assunto é o tratamento de problemas simples e autolimitados”, explica Roberto Canquerini, conselheiro Federal de Farmácia pelo Rio Grande do Sul.

Ademais, Canquerini enfatiza que outra característica relevante desses medicamentos é a sua habilidade de interagir positivamente com outras drogas e o fato de não provocarem dependência química ou psicológica em quem os consome.

“De forma resumida, eles atuam bem nos sintomas da dengue: febre e dor. E isso sem alterar a coagulação. Ou seja, baixando a febre diminuindo a dor sem o efeito colateral indesejável que é o sangramento”, acrescenta Alvaro Pulchinelli, diretor Técnico na Toxicologia Forense e médico toxicologista do Grupo Fleury.

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Como funcionam no nosso organismo

Roberto Canquerini esclarece que a dipirona e o paracetamol são ambos fármacos analgésicos que atuam suprimindo a produção das denominadas prostaglandinas, compostos químicos responsáveis pela sensação de dor. Quando ingeridos, os medicamentos são principalmente absorvidos no intestino. Eles posteriormente entram na circulação sanguínea e o organismo os distribui, incluindo as áreas onde se percebe a dor.

Uma vez que chegam aos locais onde ocorre a produção de prostaglandinas, a dipirona e o paracetamol atuam inibindo a enzima encarregada pela síntese desses compostos.

A diminuição ou interrupção da produção de prostaglandinas atenua a sensação de dor como consequência. Dessa maneira, tanto a dipirona quanto o paracetamol exercem seu efeito analgésico, auxiliando a aliviar a dor e o desconforto associados aos sintomas da dengue.

Perigos da automedicação contra a Dengue

É sempre importante enfatizar: ao invés de se automedicar, é crucial buscar a orientação de um profissional de saúde, como um médico ou farmacêutico. Eles podem avaliar os sintomas, realizar um diagnóstico correto e prescrever o tratamento mais apropriado para a condição específica de cada paciente.

Pulchinelli destaca que a resistência a medicamentos pode tornar a automedicação arriscada. Ele menciona que alguns indivíduos podem ter reações alérgicas a componentes específicos dos remédios.

Portanto, é importante evitar a automedicação e sempre buscar orientação médica.Portanto, consultar um médico ajuda a prevenir esses quadros mais severos.

E também é importante lembrar que qualquer medicamento pode apresentar efeitos colaterais. No caso do paracetamol, por exemplo, um dos principais efeitos colaterais é a alteração hepática, especialmente em situações de uso excessivo ou de doses muito altas do medicamento.

Canquerini destaca que, além disso, algumas medidas não farmacológicas podem ser adotadas para aliviar os sintomas. Por exemplo, banhos frios e compressas com panos ou toalhas úmidas podem ajudar a reduzir o desconforto causado pela febre em quadros mais leves.

E sempre é válido lembrar que não existe um tratamento específico para a dengue, mas é possível aliviar os sintomas através de repouso e ingestão abundante de líquidos, já que pacientes infectados estão suscetíveis à desidratação devido à febre alta, náuseas e vômitos.

Além desses sintomas, em quadros mais severos e preocupantes, é necessário estar atento aos sinais de alerta:

Dor abdominal intensa e contínua Vômitos persistentes Acúmulo de líquidos em cavidades corporais Sangramento de mucosa Hemorragias Caso um medicamento seja prescrito, é essencial seguir as instruções sobre quanto tomar, com que frequência e por quanto tempo.

Ao seguir esses cuidados, é possível garantir um tratamento mais seguro e eficaz para os sintomas da doença, minimizando os riscos à saúde.

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