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Instrutor abre porta de aviã0 e se j0ga em pleno voo; tinha acabado de… Ver mais
O caso que chocou a aviação
No último sábado (4 de julho de 2026), o instrutor de voo Leandro Andrés Bertazzo, de 42 anos, abriu a porta de um Cessna C-150 em pleno voo e se lançou ao vazio. Antes de saltar, teria dito à aluna: “Você sabe o que fazer”. A estudante, já licenciada como piloto privado, mas com poucas horas de voo, manteve a calma, acionou a equipe em solo e conseguiu pousar sem incidentes.

Perfil do instrutor
Bertazzo tinha mais de uma década de experiência na aviação, atuando como piloto comercial e instrutor. Trabalhou em diferentes países e acumulava certificações como Piloto de Transporte de Linha Aérea (PTLA). Nos últimos quatro anos, integrava a escola Flying Parrot Córdoba, onde ministrava treinamentos práticos.
Investigação e protocolos de segurança
O episódio está sendo investigado pela Justiça Federal de Córdoba, que busca esclarecer as circunstâncias da morte. Informações revelaram que Bertazzo havia procurado atendimento psiquiátrico, mas não comunicou oficialmente à escola de aviação, o que levanta questionamentos sobre os protocolos de avaliação médica e psicológica em atividades de voo.
Além disso, especialistas destacaram que abrir a porta de uma aeronave em voo é incomum, mas possível em aviões pequenos sem cabine pressurizada, como o Cessna utilizado.

Repercussão na comunidade aeronáutica
O caso gerou comoção na comunidade aeronáutica argentina e internacional, reacendendo debates sobre:
- Segurança em voos de instrução
- Avaliação psicológica de pilotos e instrutores
- Treinamento de alunos para situações de emergência
A atitude da jovem aluna foi amplamente elogiada, sendo considerada um exemplo de perseverança e sangue frio diante de uma situação extrema.
Reflexões sobre o futuro da aviação
Este incidente reforça a necessidade de:
- Revisão dos protocolos de saúde mental em escolas de aviação.
- Treinamentos mais robustos para alunos lidarem com emergências inesperadas.
- Maior transparência entre profissionais e instituições sobre condições médicas que possam comprometer a segurança.
A tragédia envolvendo Leandro Bertazzo não apenas marcou a aviação argentina, mas também trouxe à tona discussões globais sobre a importância da segurança psicológica e operacional em treinamentos de voo. O ato heroico da aluna de 22 anos evitou que o episódio tivesse consequências ainda mais devastadoras.
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