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Linfoma de Hodgkin: Sintomas e causas do câncer agressivo que tirou a vida de Isabel Veloso
Apesar de representar apenas cerca de 0,5% de todos os tipos de câncer, o linfoma de Hodgkin costuma acometer principalmente jovens e adultos até 30 anos, além de apresentar um segundo pico de incidência em pessoas acima dos 60.

Sintomas do linfoma de Hodgkin
Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os principais sinais estão:
- Inchaço dos gânglios linfáticos (ínguas), especialmente no pescoço, axilas ou virilha.
- Febre persistente sem causa aparente.
- Suores noturnos intensos.
- Perda de peso inexplicável.
- Cansaço extremo e falta de energia.
- Coceira generalizada na pele.
- Em casos avançados, pode haver dor no peito e falta de ar, quando o linfoma atinge a região do mediastino.

Causas e fatores de risco
Ainda não há uma causa única para o linfoma de Hodgkin, mas alguns fatores podem aumentar o risco:
- Histórico familiar da doença.
- Infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV), associado a alguns casos.
- Sistema imunológico enfraquecido, seja por doenças ou uso de medicamentos imunossupressores.
- Exposição a agentes químicos e ambientais.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos, laboratoriais e biópsia dos linfonodos. A identificação precoce é fundamental, já que aumenta significativamente as chances de cura.
O tratamento pode envolver quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea, dependendo do estágio da doença. Apesar de ser agressivo, o linfoma de Hodgkin apresenta taxas de cura superiores a 80% a 90% quando tratado adequadamente.
O caso de Isabel Veloso reforça de maneira contundente a importância da conscientização sobre o linfoma de Hodgkin e da atenção aos primeiros sinais da doença, que muitas vezes podem ser confundidos com sintomas comuns e retardar o diagnóstico. Embora seja um câncer agressivo, as chances de cura são significativamente altas quando o diagnóstico é realizado precocemente e o tratamento é seguido de forma adequada, com acompanhamento médico especializado e protocolos modernos de oncologia.
A trajetória de Isabel, marcada pela coragem e pela transparência ao compartilhar sua rotina de tratamento nas redes sociais, trouxe visibilidade para a luta contra o câncer e ajudou a sensibilizar milhares de pessoas sobre a necessidade de atenção à saúde e de apoio aos pacientes. Sua história não apenas inspirou quem enfrentava batalhas semelhantes, mas também mobilizou uma rede de solidariedade e esperança, mostrando que, mesmo diante das adversidades, é possível transformar dor em força e deixar um legado de amor, fé e resiliência que continuará a ecoar por gerações.

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