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Mãe Tira a Vida de Seus Cinco Filhos Após…Ver mais

Julgamento e novos acusados

Na última semana, o Ministério Público de Timóteo decidiu levar a julgamento quatro pessoas diretamente ligadas ao caso: a própria Gisele Oliveira, dois ex-companheiros e a mãe dela, avó das crianças. A acusação sustenta que há indícios de participação ativa e omissiva de todos os envolvidos, em diferentes graus.

Segundo o MP, a avó teria colaborado com a filha ou, ao menos, deixado de agir diante de situações graves e recorrentes. Apesar disso, responde ao processo em liberdade. Já os dois ex-companheiros permanecem presos preventivamente, por decisão judicial, diante da gravidade dos fatos e do risco de interferência no andamento do processo.

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Acusações e contexto dos crimes

O conjunto das investigações aponta que Gisele Oliveira é acusada de cinco mortes consumadas de filhos, com idades entre 10 meses e 3 anos, além de duas tentativas de homicídio contra pessoas próximas. Também pesam contra ela acusações relacionadas a crimes contra a dignidade íntima de crianças, todos ocorridos em contextos familiares, o que torna o caso ainda mais complexo e sensível.

Parte das mortes teria sido praticada de forma direta, enquanto outros episódios se enquadram como omissão diante de situações de risco conhecidas por adultos do convívio das vítimas.

Falhas investigativas e reinterpretação de registros antigos

Um dos pontos mais delicados do processo envolve falhas em investigações anteriores. Registros antigos, que hoje ganham nova interpretação, chegaram a ser tratados oficialmente como acidentes domésticos ou mortes naturais. Isso contribuiu para o arquivamento de inquéritos e impediu uma atuação mais rigorosa do Estado naquele momento.

A delegada responsável pelo caso explicou que, em 2023, um inquérito chegou a ser instaurado, mas os exames realizados à época eram limitados. “No de 2023 teve inquérito e pedimos o toxicológico, que deu negativo para as drogas pesquisadas, mas não pesquisava medicações. Fizemos uma nova requisição, já conhecedores de todo o histórico, para medicações depressoras do sistema nervoso central, e veio positivo. Ou seja, no momento da morte a criança estava sob efeito de Clonazepam”, afirmou.

Descobertas decisivas e nova fase judicial

Essa descoberta foi decisiva para a reavaliação dos óbitos anteriores. Com a ampliação das análises periciais e o cruzamento de dados antigos, as autoridades conseguiram reconstruir um histórico que, por mais de dez anos, passou despercebido ou foi subestimado.

Agora, o caso avança para uma nova fase no Judiciário, com maior rigor investigativo e a expectativa de que os fatos sejam finalmente esclarecidos. A repercussão nacional e internacional reforça a necessidade de atenção às falhas investigativas que, por anos, permitiram que crimes graves fossem tratados como meros acidentes.

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