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Erro Médico, Idosa M0rre Após Cirurgia Por Engan0 e…Ver mais

Primeiros sinais de negligência

Segundo relatos da família, a vulnerabilidade da idosa começou a ser explorada logo nas primeiras horas de internação. A equipe de enfermagem administrou uma medicação incorreta por falta de checagem adequada dos dados de identificação, confundindo-a com outra paciente homônima. Esse erro inicial já evidenciava a ausência de protocolos básicos de segurança do paciente.

Idosa morta após cirurgia por engano tentava curar câncer - 24/07/2026 - Equilíbrio e Saúde - Folha

A decisão cirúrgica sem consentimento

Enquanto a família aguardava a definição sobre a necessidade de uma intervenção para corrigir o problema intestinal, os médicos informaram verbalmente que Jandira não teria condições clínicas de suportar uma cirurgia. Contudo, poucas horas depois, a idosa foi retirada do quarto e levada ao centro cirúrgico sem consentimento prévio ou esclarecimento aos parentes.

No centro cirúrgico, Jandira foi submetida a uma gastrostomia endoscópica — procedimento invasivo para inserção de sonda de alimentação diretamente no estômago. A cirurgia, no entanto, era destinada a outra paciente de mesmo nome. O erro só foi percebido após a conclusão do ato operatório, durante a troca de plantão.

A reação da família

Ao identificar a falha, os médicos convocaram os familiares e admitiram a troca de pacientes, tentando minimizar o impacto ao alegar que o procedimento poderia trazer algum “benefício clínico” secundário. A justificativa foi prontamente rebatida pela neta de Jandira, Camila Dias Barozzi, odontóloga e ex-técnica de enfermagem.

Camila afirmou que a avó passou a apresentar febre alta, taquicardia e sinais claros de infecção generalizada imediatamente após retornar da cirurgia indevida. Para ela, a falha hospitalar eliminou qualquer chance real de recuperação da complicação inicial.

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Impactos e questionamentos

O caso levanta sérias questões sobre a responsabilidade médica e hospitalar diante de erros de identificação e consentimento. A ausência de protocolos básicos, como conferência de pulseiras de identificação e validação de procedimentos, expôs a paciente a riscos fatais.

Além do impacto direto na saúde de Jandira, o episódio reacende debates sobre a necessidade de maior rigor na aplicação de normas de segurança hospitalar e sobre a responsabilização de instituições que negligenciam práticas essenciais.

O erro médico cometido contra Jandira Marina Dias Braga no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas, é um exemplo trágico das consequências da falta de protocolos de segurança. A cirurgia indevida não apenas agravou o estado clínico da idosa, mas também trouxe à tona a fragilidade de sistemas hospitalares que deveriam priorizar a vida e a dignidade dos pacientes.

A família busca justiça, enquanto especialistas reforçam a urgência de medidas mais rígidas para garantir que casos como esse não se repitam.

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