MP vê indícios de que Universal foi usada em lavagem de dinheiro

MP vê indícios de que Universal foi usada em lavagem de dinheiro no Rio, diz TV.
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos) é bispo licenciado da entidade religiosa.
Veja mais sobre: Irã executa lutador de 27 anos condenado por matar segurança durante protestos

O MPE-RJ (Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro) afirma ter encontrado indícios de que a (Igreja Universal do Reino de Deus) tem sido “utilizada como instrumento para lavagem de dinheiro fruto da endêmica corrupção instalada na alta cúpula da administração municipal” do Rio.

As informação foram divulgadas hoje pelo telejornal “RJ2” e pelo portal G1, da Globo.

Segundo a reportagem, o MPE-RJ viu indícios de movimentações bilionárias atípicas. O registro foi feito em um documento de 262 páginas, assinado no último dia 2 de setembro.

MP vê indícios de que Universal foi usada em lavagem de dinheiro no Rio, diz TV.

A petição cita a existência de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontando que, entre 5 de maio de 2018 e 30 de abril de 2019, a Universal foi “objeto de comunicação em razão da identificação de movimentações financeiras de R$ 5.902.134.822,00”.

A reportagem diz que os documentos não detalham o funcionamento da suposta lavagem de dinheiro.

O documento teria informações de CNPJ’s da igreja e inclui entrada e saída de dinheiro vivo. O registro de movimentação atípica não significa a existência de um crime.

Primo de Edir Macedo, Mauro foi coordenador de campanhas políticas de Crivella e foi citado em delações da Lava Jato por supostamente receber Caixa 2.

A petição, no entanto, aponta que é possível fazer a alegação após analisar “movimentações bilionárias atípicas” da igreja e, a relação de Crivella com a Universal e o suposto envolvimento de Mauro Macedo, primo de Edir Macedo (fundador da entidade religiosa) na trama.

Ainda segundo a reportagem, as autoridades analisaram supostas mensagens enviadas do aparelho celular apreendido com Rafael Alves em março deste ano, na primeira fase da operação Hades. Alves é apontado como um nome de grande influência no governo de Crivella.

MP vê indícios de que Universal foi usada em lavagem de dinheiro no Rio, diz TV.

De acordo com o MPE-RJ, mensagens enviadas por Alves indicam que ele “tem ciência e controla diversas atividades criminosas do governo, sob a direta liderança de Marcelo Crivella”.

Já a defesa de Rafael Alves refutou as acusações, as chamou de precipitadas e alegou que tenta prestar esclarecimentos ao Ministério Público há nove meses, mas não teve oportunidade.

Em contato com a reportagem, Crivella disse que não há nada no processo que descreva qualquer ato ilícito praticado por ele. Além disso, ele afirma que nada foi encontrado nas buscas que aconteceram em sua casa, no gabinete, em banco ou celular.

Veja mais sobre: Justiça mantém prisão de filho biológico da deputada Flordelis

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *