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Mulher desaparecida há mais de 1 ano com seus 2 filhos é encontrada dentro da.. Ver mais
A travessia e o início da investigação internacional
Segundo registros da Polícia argentina e reportagens locais, Juliana teria cruzado a fronteira entre Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu no dia 26 de outubro de 2024, a bordo de um Peugeot 408, acompanhada dos filhos e da mãe. A travessia teria ocorrido sem autorização judicial, o que levou Herman Krause a registrar o desaparecimento das crianças e acionar a Justiça de La Plata, onde viviam.
O alerta amarelo da Interpol foi ativado com a divulgação das fotos dos menores, ambos com dupla nacionalidade argentino-brasileira. A investigação está sob responsabilidade da Unidade Fiscal de Investigação N°15, liderada pela promotora Cecilia Corfield, que busca esclarecer como a travessia foi possível sem autorização legal.
Juliana afirma ter fugido de um ciclo de violência
Em entrevistas recentes, Juliana relatou que vivia sob constante ameaça e que as denúncias de violência doméstica e abuso sexual foram ignoradas pelas autoridades argentinas. Segundo ela, o ex-marido mantinha controle emocional sobre a família, e episódios de agressão física e psicológica se intensificaram após a separação.
Ela afirma que, em setembro de 2023, formalizou uma denúncia por abuso sexual contra Krause, envolvendo também os filhos. No entanto, o processo não avançou na Justiça argentina, o que a levou a tomar a decisão de deixar o país. “Fui obrigada a escolher entre esperar por justiça ou proteger meus filhos com minhas próprias mãos”, declarou.
Disputa judicial e repercussão internacional
O caso ganhou repercussão internacional e reacende debates sobre os limites da jurisdição em casos de violência familiar transfronteiriça. Enquanto Krause afirma que Juliana violou decisões judiciais e cometeu sequestro internacional, ela sustenta que agiu em legítima defesa e que a Justiça brasileira deve garantir sua proteção e a dos filhos.
A situação é complexa e envolve tratados internacionais, como a Convenção de Haia, que regula casos de subtração de menores entre países. A defesa de Juliana busca provar que o retorno ao Brasil foi uma medida de urgência diante da omissão das autoridades argentinas.
Um caso que expõe falhas no sistema de proteção
A história de Juliana Magalhães de Lima é mais do que uma disputa judicial: é um retrato das falhas nos sistemas de proteção à mulher e à infância. A ausência de respostas efetivas diante de denúncias de abuso, o uso da burocracia como ferramenta de controle e a dificuldade de acesso à justiça em contextos internacionais são questões que precisam ser enfrentadas com seriedade.
Enquanto o caso segue em investigação, Juliana permanece em Fortaleza, tentando reconstruir a vida com os filhos sob o olhar atento da Justiça brasileira. A sociedade acompanha com atenção, esperando que a verdade prevaleça e que os direitos das vítimas sejam respeitados.
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