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O primeiro impasse da reunião entre Lula e Trump e o novo recado ao Brasil: “Se não ho…Ver mais

Washington fora de cogitação: riscos e impasses

Nos bastidores da diplomacia brasileira, há uma avaliação cautelosa sobre a realização de uma reunião em território norte-americano. A Casa Branca, sob a liderança de Trump, é vista como um ambiente imprevisível, onde encontros com líderes estrangeiros podem se transformar em espetáculos midiáticos.

A preocupação é que Lula seja colocado em situações desconfortáveis ou vulneráveis, como já ocorreu com outros chefes de Estado em reuniões anteriores com Trump.

Além disso, o curto prazo para organizar uma visita oficial, com todos os protocolos exigidos, tornou a logística do encontro em Washington impraticável. Assessores do governo brasileiro consideram que um ambiente neutro seria mais adequado para garantir equilíbrio e segurança institucional.

Malásia como palco ideal para aproximação

A Cúpula da ASEAN, que reúne líderes de dez países do sudeste asiático, surge como uma oportunidade estratégica para o encontro entre Lula e Trump. O evento, que acontecerá entre os dias 26 e 28 de outubro, já conta com a confirmação da presença de Lula, e há expectativa de que Trump também participe, segundo declarações do primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim.

A escolha da Malásia como local para a reunião é vista como uma jogada diplomática inteligente. Em um território neutro, longe das pressões políticas internas de ambos os países, os líderes poderão conversar com mais liberdade e construir uma relação mais equilibrada.

A ASEAN também representa uma região de interesse crescente para o Brasil, que busca ampliar suas relações comerciais com países como Indonésia e Vietnã.

Sinais de aproximação e articulações discretas

Apesar das diferenças ideológicas e do histórico de críticas mútuas, Lula e Trump demonstraram sinais de receptividade durante um breve encontro nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro. O gesto, ainda que simbólico, foi interpretado como um indicativo de que ambos estão abertos ao diálogo.

Nos bastidores, há movimentações intensas para viabilizar uma conversa preliminar por telefone ou videoconferência antes do encontro presencial.

O Itamaraty trabalha para que essa ligação seja reservada e sem divulgação pública, como forma de preparar o terreno para uma reunião mais substancial.

Empresários brasileiros também têm atuado nos Estados Unidos para fortalecer o lobby junto à Casa Branca. Nomes como Joesley Batista (JBS) e Carlos Sanchez (EMS) participaram de reuniões com representantes do governo norte-americano, buscando criar um ambiente favorável para o encontro entre os dois presidentes.

Tribuna do Norte - Lula e Trump marcam conversa para semana que vem

Expectativas para outubro: diplomacia em foco

Com Washington fora do radar, todas as atenções se voltam para outubro. A possibilidade de um encontro entre Lula e Trump na Malásia é vista como um marco importante para as relações Brasil-EUA, especialmente em um momento de redefinição de alianças globais.

Especialistas em diplomacia ressaltam que o contato pessoal entre líderes é essencial para o desenvolvimento de uma “química” política.

Gestos como apertos de mão, conversas olho no olho e trocas informais podem abrir caminhos para acordos futuros e maior cooperação bilateral.

Se confirmado, o encontro poderá representar não apenas uma reaproximação entre os dois países, mas também um sinal de maturidade diplomática em meio às turbulências geopolíticas do cenário internacional.

 

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