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Pacientes da UTI mort0s por técnicos de enfermagem com u…Ver mais

Como os crimes foram cometidos

De acordo com as investigações, o técnico de enfermagem teria injetado altas doses de um medicamento sem diluição, provocando paradas cardíacas nos pacientes. Para obter o remédio, o suspeito aproveitou que o sistema do hospital estava aberto em contas de médicos e emitiu receitas falsas.

A polícia revelou ainda que o profissional contou com a ajuda de outras duas técnicas de enfermagem. Em um dos casos, a professora aposentada resistiu a seis paradas cardíacas após receber quatro doses da substância. Diante disso, o técnico teria aplicado 13 seringas com desinfetante diretamente na veia da vítima, o que resultou em sua morte.

Para disfarçar a autoria, o suspeito realizava massagem cardíaca nos pacientes, simulando tentativas de reanimação.

Técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes são presos no DF; um deles aplicou desinfetante na veia de vítima | G1

Investigação e provas

No início dos depoimentos, os três técnicos negaram qualquer envolvimento. Porém, ao serem confrontados com imagens do circuito interno de segurança do hospital, dois deles confessaram. As gravações foram divulgadas pela polícia na segunda-feira (19), com os rostos borrados para preservar a identidade dos suspeitos.

A Polícia Civil agora busca entender a motivação dos crimes e investiga se há outros casos semelhantes no hospital ou em outras unidades de saúde onde os profissionais trabalharam. Os investigadores descartaram a hipótese de que as mortes tenham sido provocadas a pedido das vítimas ou de familiares.

Resposta do hospital Anchieta

Em nota oficial, o hospital Anchieta informou que, ao identificar circunstâncias atípicas na UTI, instaurou um comitê interno de análise e conduziu uma investigação rigorosa. Em menos de 20 dias, foram encontradas evidências que apontavam para os técnicos de enfermagem, que foram imediatamente demitidos.

A instituição reforçou seu compromisso com a segurança dos pacientes e afirmou estar colaborando integralmente com as autoridades para esclarecer os fatos.

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Reação das famílias

A família de João Clemente Pereira declarou que o servidor público não tinha problemas cardíacos, o que inicialmente os levou a acreditar em erro médico. A revelação de que se tratava de um crime premeditado trouxe ainda mais dor e indignação aos familiares.

Impacto e repercussão

O caso gerou grande repercussão em Taguatinga e em todo o Distrito Federal, levantando debates sobre segurança hospitalar, fiscalização de profissionais de saúde e protocolos internos de controle de medicamentos.

A prisão dos suspeitos representa um passo importante para a justiça, mas também evidencia a necessidade de medidas mais rigorosas para evitar que crimes dessa natureza voltem a acontecer em ambientes destinados ao cuidado e à preservação da vida.

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