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Pai que m4.T0u as duas filhas acaba de ser m0rt… Ver mais

O crime no Dia dos Pais

Os corpos das meninas, Ísis Helena e Lais Heloisa, foram encontrados dentro de um carro na manhã de domingo (9), Dia dos Pais, na Rua Luiz Supertti, no bairro Jardim Guanabara, Zona Sul de São Paulo. Breno se apresentou espontaneamente no 48º Distrito Policial, em Cidade Dutra, confessando o crime e indicando o local onde estavam as crianças.

Segundo o boletim de ocorrência, as meninas foram mortas por asfixia. A motivação apontada seria ciúmes da ex-companheira, com quem Breno havia mantido um relacionamento de cerca de oito anos.

Local onde as crianças foram encontradas — Foto: Reprodução

Histórico de ameaças e perseguição

A mãe das crianças relatou à polícia que vinha sendo perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro desde a separação, ocorrida em março. O relacionamento teria terminado após episódios de agressão e traição, embora nenhuma denúncia formal tivesse sido registrada em delegacia.

Após a separação, Breno intensificou as ameaças e perseguições. No sábado (8), as meninas foram entregues à avó paterna, como era costume nos fins de semana. Para evitar contato direto com o ex-companheiro, a mãe fazia a entrega em pontos intermediários. Breno morava no andar superior da casa da mãe.

No dia seguinte, após publicar uma foto com amigas, a mãe recebeu uma mensagem de Breno dizendo que aquela seria a última vez que veria as filhas. Ele havia buscado as crianças e afirmou que as levaria ao Museu do Ipiranga.

Prisão em flagrante e acusação

Após confessar o crime, Breno foi preso em flagrante por homicídio e violência doméstica. A conversão da prisão para preventiva reforça a gravidade do caso e garante que o acusado permaneça detido até julgamento.

A decisão da Justiça busca assegurar a ordem pública e evitar qualquer risco de fuga ou ameaça à integridade da mãe das crianças, que já havia relatado perseguições constantes.

Breno foi preso por homicídio e violência doméstica. — Foto: Montagem/g1/Reprodução

Impacto social e debate sobre violência doméstica

O caso reacende discussões sobre a violência doméstica e a necessidade de medidas mais eficazes de proteção às mulheres e crianças. A ausência de registros formais das agressões anteriores mostra como muitas vítimas ainda enfrentam dificuldades para denunciar, seja por medo, vergonha ou falta de apoio.

Especialistas apontam que tragédias como essa poderiam ser evitadas com maior atenção às denúncias de ameaças e perseguições, além de políticas públicas voltadas para acolhimento e proteção das vítimas.

A prisão preventiva de Breno de Souza Castro marca um passo importante no processo judicial, mas não apaga a dor da família e da sociedade diante da perda das duas crianças. O caso serve como alerta para a urgência de fortalecer mecanismos de proteção contra a violência doméstica e garantir que ameaças sejam tratadas com a seriedade necessária.

A Justiça seguirá acompanhando o processo, enquanto a sociedade reflete sobre como evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer.

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