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Segundo informações, ambos confessaram que a criança morreu por asfixia, mas cada um responsabilizou o outro pela execução do crime. Esse detalhe torna o caso ainda mais complexo, já que as versões apresentadas são contraditórias e exigem aprofundamento das investigações.

O relato de Larissa Monteiro
Durante o interrogatório, Larissa afirmou que nunca desejou ficar com o bebê. Desde o início da gravidez, segundo ela, havia deixado claro que pretendia entregar a criança para adoção ou deixar os cuidados sob responsabilidade de Bruno.
Em seu depoimento, Larissa contou que o bebê nasceu com vida e chegou a chorar. Ela teria pedido para Bruno retirar a criança do local e sugeriu que fossem até um hospital, mas reforçou que não pretendia assumir a maternidade. De acordo com sua versão, Bruno respondeu que também não queria ficar com o recém-nascido.
Larissa declarou ainda que foi Bruno quem utilizou um pano para impedir a respiração da criança. Ela relatou que, enquanto fazia isso, ele comentou que o bebê era “forte”, pois demorava a parar de chorar. Após o ato, segundo Larissa, Bruno teria enterrado o corpo. A jovem disse que passou mal logo em seguida, desmaiou e não soube o que aconteceu depois.
A versão de Bruno Lucas
Bruno, por sua vez, também confessou a morte do bebê, mas responsabilizou Larissa pela execução. Ele afirmou que não foi o autor direto da asfixia, apontando a companheira como responsável. Essa divergência entre os depoimentos coloca em evidência a necessidade de perícias e análises mais detalhadas para esclarecer quem de fato praticou o ato.
Investigação em andamento
A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue investigando o caso, buscando provas materiais e testemunhais que possam confirmar ou refutar as versões apresentadas. O crime chocou a comunidade local e levantou debates sobre abandono, responsabilidade parental e violência contra recém-nascidos.
O Ministério Público deve acompanhar o processo e avaliar as circunstâncias para definir a responsabilização penal de cada envolvido. A gravidade do crime, somada às declarações contraditórias, torna o caso um dos mais impactantes da região nos últimos meses.
Impacto social e jurídico
Além da comoção, o episódio reacende discussões sobre a importância de políticas públicas voltadas para gestantes em situação de vulnerabilidade. A falta de apoio psicológico e social pode contribuir para decisões extremas, como a rejeição da maternidade e, em casos extremos, a prática de crimes contra recém-nascidos.
O caso também reforça a necessidade de fortalecer mecanismos de denúncia e acompanhamento de famílias em risco, evitando que situações semelhantes se repitam.
O caso de Larissa Monteiro e Bruno Lucas Ribeiro da Silva segue em investigação e ainda deve trazer novos desdobramentos. A morte do bebê por asfixia, com versões divergentes entre os pais, expõe não apenas a brutalidade do crime, mas também a complexidade das relações humanas diante da rejeição e da falta de suporte.
A sociedade aguarda respostas da Justiça, enquanto especialistas destacam a urgência de medidas preventivas e de apoio às gestantes para evitar tragédias como essa.
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