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Tagliaferro confirma que entregou provas contra Moraes ao governo Trump: “Enviei os…Ver mais
Acusações de fraude processual e parcialidade
Segundo Tagliaferro, Alexandre de Moraes teria cometido fraude processual ao autorizar buscas e apreensões contra empresários bolsonaristas com base apenas em uma reportagem jornalística, sem respaldo técnico ou jurídico sólido.
O ex-assessor alegou que o ministro agia por impulso, guiado por manchetes da imprensa, e desrespeitava o rito judicial tradicional.
Durante audiência no Senado, Tagliaferro detalhou como relatórios eram produzidos por canais informais e enviados diretamente ao gabinete de Moraes no TSE ou no STF, dependendo da conveniência institucional.
Essa prática, segundo ele, visava acelerar decisões judiciais sem o devido processo legal.
Repercussão no Senado e pedido de suspensão de julgamento
A Comissão de Segurança Pública do Senado, presidida por Flávio Bolsonaro, reagiu com veemência às declarações. Senadores como Magno Malta e Damares Alves pediram a suspensão imediata do julgamento de Jair Bolsonaro, alegando que as denúncias contaminam a imparcialidade do processo.
A Advocacia-Geral do Senado foi acionada para avaliar o encaminhamento de uma denúncia formal contra Moraes por fraude processual. A possibilidade de afastamento do ministro dos inquéritos relacionados ao ex-presidente também foi levantada.
Implicações internacionais e pedido de extradição
Outro ponto que chamou atenção foi a entrega de provas ao governo dos Estados Unidos. Tagliaferro, que atualmente reside na Itália, participou da audiência por videoconferência e afirmou temer pela própria vida.
O Ministério das Relações Exteriores já solicitou sua extradição ao governo italiano, após ele ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República por violação de sigilo funcional e obstrução de investigação penal.
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